domingo, 15 de junho de 2014

A morte do peixe





"Parecendo Ser" Amália Grimaldi - Salão de Artes Visuais Funceb - 2013 - Valença - Bahia - Brasil

Pintura acabada
Debandada
Polêmica e riso
A fraqueza
O gelo e o tédio
Soberbo incerto
O surdo e a obra poética 
Escatológico orgânico
Demasiado estreito
Secreção vinculada
O conceito abjeto
Cinza e espuma
A saliva e a enzima
Necessário argumento
Esse cáustico recesso
A consciência ubíqua
O engano e o juramento

Ouro e carvão:
A morte do peixe.
(Meus Poemas: Amália Grimaldi)
Photo: Amália Grimaldi - Valença Bahia Brasil
Água e missa
A mão e a luva
O chapéu e a cabeça...
Crianças leves
E suas bolas azuis
Areias e conchas
Ao sol se pertencem.
Cimento e cal
Trastes e repolhos;
Jurei esquecer malditos.

Recompondo eventos
Carrega consigo o peso a pedra o caminho.
Difícil remoção.
Incapacidade de recompor eventos
Arrasta consigo cansado tempo.
Tempo irreversível que não poderia ser contido.
Como fino pó a fugir-me entre os dedos
Irretornável areia branca.
Eis aí  universo grandioso,
Sílica abundante
Maior do que qualquer palavra.
Esse grão de areia, assim, tão pequenino, 
Caberia precioso nesse meu poema
Sou poeta inspirado.
Poeira inútil, lá se deixaria ficar.
É como se escrevesse no vácuo da incompreensão,
Existiria melhor sentido? 
A recompor eventos 
A alma do mito no estilo. Sem compromisso.
(Amália Grimaldi - "Meus Poemas")

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