| Argamassa notavel - Amalia Grimaldi |
Argamassa notavel
Caminho
inverso
Trata
angulosa questão.
“Madre
de Dios...”
O
galeão espanhol
(ainda
por se achar),
Resiste
no mito.
Entre
o reino e a colônia,
Tesouro
que a fé consagrou,
Sua
riqueza maior,
Guarda
o imaginário popular.
Anjos
barrocos... Robustos negros...
A
circular pelo convés
Dos
desejos alheios
Bíceps
invejável exibiam:
A
força. E o suor.
E
da albarda malvada,
Provável
mialgia lombar.
–
O valor da forma
A
serviço do tema.
Um
sussurro... Um gesto de mão.
No
escuro é clara a intenção.
Abatido
em seus desejos,
O
homem, no pecado,
confronta
Deus e Lúcifer.
E..., o Capitão Padilha...
Nas
águas da baía azul,
Deu-se
o engasgo fatal...
De
tanto comer aspargos,
Tinha
ele verde a cara...
Van
Dorth não resistiu.
Na
íngreme incerteza
Daqueles
seus dias,
Da
fruta nativa,
Seus
caroços, atiçavam por aí...
Entre
o barranco e o mar.
Essência da terra,
Essa argamassa notável,
Forte argumento é voz repetida;
Sustenta frágil ídolo.
Desse longínquo tempo
Restou-nos certezas,
(que a História não conta).
Visto que, do colonizador europeu,
(dito civilizado...),
Dele herdamos seus costumes;
Bons e maus.
Bem dizendo o escrivão Caminha,
... Lá, tudo o que se planta, a terra
dá...
Dito e certo! Sob chuvas tropicais,
A tão cantada fertilidade nativa
Logo se confirmaria:
– Sementes vingaram!
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